Category: Networking · Community · LoRa
Level: Foundational
Over the past few months, I have been following more closely a very interesting movement around LoRa radios and projects like MeshCore.
LoRa is a long-range, low-power radio technology. With relatively small devices, it is possible to exchange messages over several kilometers without relying on the internet, cellular networks, Wi-Fi, or any centralized infrastructure.
MeshCore builds on top of this by creating decentralized mesh networks. Instead of depending on a central antenna or provider, each node can help relay messages across the network. In practice, this creates a community-driven communication mesh, where coverage improves as more people deploy and position their devices.
Infrastructure independence
Communication does not depend on telecom providers, internet services, or centralized platforms.
Resilience
In scenarios such as internet outages, power failures, remote areas, or emergency situations, a mesh network can continue operating locally.
Low cost and low power consumption
LoRa devices are typically affordable, compact, and efficient, often running for long periods on batteries or simple power sources like solar.
Technical learning
It brings together radio, networking, antennas, propagation, security, mapping, and infrastructure design.
Community-driven growth
The more people participate, test, deploy repeaters, and share knowledge, the stronger and more useful the network becomes.
This is not only happening outside Brazil. Local communities are growing here as well, sharing experiences, documenting tests, building coverage maps, and experimenting with the best ways to connect cities.
I am actively participating in the MeshCore Brazil group, contributing with tests, repeater deployments and mapping nearby cities.
Today we have already managed to establish communication between Santo André, Jundiaí, and Sorocaba, with Campinas occasionally joining the mesh as well. It is still early stage — a lot of testing, antenna tuning, positioning, and experimentation — but it already shows the potential once the community starts to grow and organize.
Today, most people associate communication only with the internet, mobile networks, and large platforms. But projects like MeshCore show that there is still room for decentralized, community-driven, and independent communication networks.
From a security standpoint, infrastructure independence also means resilience against censorship, targeted outages, and single-points-of-failure that centralized systems inherently carry. A network that no single entity controls cannot be shut down by a single decision.
It is still early, but it shows a lot of promise.
Categoria: Redes · Comunidade · LoRa
Nível: Fundacional
Nos últimos meses, tenho acompanhado de perto um movimento muito interessante em torno de rádios LoRa e projetos como o MeshCore.
LoRa é uma tecnologia de rádio de longo alcance e baixo consumo. Com dispositivos relativamente pequenos, é possível trocar mensagens ao longo de vários quilômetros sem depender de internet, redes celulares, Wi-Fi ou qualquer infraestrutura centralizada.
O MeshCore expande isso criando redes mesh descentralizadas. Em vez de depender de uma antena ou provedor central, cada nó pode ajudar a retransmitir mensagens pela rede. Na prática, isso cria uma malha de comunicação impulsionada pela comunidade, onde a cobertura melhora à medida que mais pessoas implantam e posicionam seus dispositivos.
Independência de infraestrutura
A comunicação não depende de provedores de telecom, serviços de internet ou plataformas centralizadas.
Resiliência
Em cenários como quedas de internet, falhas de energia, áreas remotas ou situações de emergência, uma rede mesh pode continuar operando localmente.
Baixo custo e baixo consumo de energia
Dispositivos LoRa são tipicamente acessíveis, compactos e eficientes, frequentemente funcionando por longos períodos com baterias ou fontes de energia simples como solar.
Aprendizado técnico
Reúne rádio, redes, antenas, propagação, segurança, mapeamento e design de infraestrutura.
Crescimento impulsionado pela comunidade
Quanto mais pessoas participam, testam, implantam repetidores e compartilham conhecimento, mais forte e útil a rede se torna.
Isso não está acontecendo apenas fora do Brasil. Comunidades locais estão crescendo aqui também, compartilhando experiências, documentando testes, construindo mapas de cobertura e experimentando as melhores formas de conectar cidades.
Estou participando ativamente do grupo MeshCore Brasil, contribuindo com testes, implantação de repetidores e mapeamento de cidades próximas.
Hoje já conseguimos estabelecer comunicação entre Santo André, Jundiaí e Sorocaba, com Campinas eventualmente também entrando na malha. Ainda é fase inicial — muito teste, ajuste de antenas, posicionamento e experimentação — mas já mostra o potencial quando a comunidade começa a crescer e se organizar.
Hoje, a maioria das pessoas associa comunicação apenas à internet, redes móveis e grandes plataformas. Mas projetos como o MeshCore mostram que ainda há espaço para redes de comunicação descentralizadas, comunitárias e independentes.
Do ponto de vista de segurança, independência de infraestrutura também significa resiliência contra censura, interrupções direcionadas e pontos únicos de falha que sistemas centralizados carregam inerentemente. Uma rede que nenhuma entidade única controla não pode ser desligada por uma única decisão.
Ainda é cedo, mas mostra muito potencial.